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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Noturno

Fecho os olhos e despeço-me.
Espero-te num sítio chamado felicidade,
com o conforto do nosso abraço,
o consolo dos nossos beijos,
e a luz dos nossos olhos.
Um sítio onde somente nos os dois existimos.

Vens ter comigo?

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Mantém-me junto a ti...

... nas manhãs agitadas de verão, nas quais os corpos não se aguentam muito tempo entre dois lençóis, quatro paredes ou duas águas furtadas, tal é a vontade de apanharem os remanescentes raios solares do estio que caminha passos largos para a mudança da estação.
... naquelas tardes solarengas de outono, onde os relvados resplandecem viçosos pelas chuvas que os regam, as árvores fulgem pelos tons doirados, escarlates e pardos das folhas que, insconscientemente, se preparam beijar a terra.
... nas noites frias e chuvosas de Inverno. Sei que vais querer a segurança do meu abraço, a suavidade dos meus lábios, desejar o calor do meu corpo ou, simplesmente, a serenidade da minha presença.

... que sabes que eu estou contigo, que quero estar, e que à nossa maneira manteremos os momentos que são nossos, aquelas piadas que só nós percebemos, os comentários que só nós atingimos, os pensamentos mais íntimos que desejamos concretizar.
... que deste lado continuo a cultivar-te em mim, e faz-me bem ter-te comigo. Fizeste-me voltar a ter vontade de escrever poemas, como este que me surgiu repentinamente esta tarde:

Aquela rua desconhecida que eu ignorava
Chamar-se tão simplesmente: Tu,
Desvendada apenas enquanto beijava
O teu corpo alvo, terno, meigo e nu.

Olhei para ti assim que te debruçaste
E nos teus olhos encontrei a tranquilidade.
Porém assim que naquele dia te afastaste
Meu coração se apertou de saudade.

E virás tu mais uma vez do nada
Abraçar o meu corpo cansado de desejo
E te oferecerei, porque não tenho mais nada
Um poema encarnado num beijo.