Não era compreensão que eu esperava, era conforto.
Esperava que se cumprissem os meus desejos, os meus sonhos, as minhas esperanças... Nada, nada se cumpre, fica só o vazio da tristeza.
É aquela tristeza dos sonhos que nunca se chegarão a cumprir. Aquele cansaço de lutar contra o irremediável. Não sou Sísifo, não nasci para o ser. Serei por certo Tântalo, que vê sempre tudo escoar-se por entre os dedos, mesmo quando o inatingível está ao meu alcance.
Pensei que desta vez pudesse acontecer. Eu estava, desta feita, desposto a lutar. Tinha certezas. Oh, ainda as terei. Mas nem sempre depende só de nós, aliás, nunca é da maneira como nós queremos...
E aquela tristeza assola-me. Até quando? Não sei...
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